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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Estamos evoluindo, você concorda?

Nosso Planenta Terra está em fase de transformação para melhor, você concorda?

Será? .... Fica difícil acreditar com tantos problemas..... Como pode....!?

Pode! E é por isso que o estudo se faz tão necessário, somente ele, pode nos fazer compreender o momento em que estamos vivendo. E entender que, "somos nós que estamos transformando o planeta." 

Não vou começar a filosofar.... Mas... quem tem olhos de ver, consegue perceber que dentro de nós a espiritualidade está lutando contra o materialismo.

E vencerá! na marra (rsrsr...)

Bom, mas voltanto ao assunto de nossa evolução, vejamos... ontem matávamos com a maior facilidade e hoje, não mais, pois estamos começando a exergar as Leis Divinas.

E mais, ficamos nos vigiando para não falarmos mal do próximo, pois sabemos que não temos o direito de julgar a ninguém "Atire a primeira pedra quem não tiver pecados" Jesus

E agora se faz necessário que voltemos a nossa  atenção para os nossos pensamentos.

Há várias frases que falamos sem darmos o devido valor, como por exemplo:

Pensamento tem poder!

Pense positivo sempre!
...

Olvimos falar das formas pensamento, mas não damos conta da sua veracidade.

Trago uma comunicação escrita de Eurípedes Barsanulfo que destina-se a fazer sentir, com mais força, em nosso coração, a necessidade de adaptarmos a uma nova vida.

E a importância de passar esses conhecimento às crianças que serão levados para sua vida futura. ....

Elaine Saes


CUIDADO COM VOSSOS PENSAMENTOS.

Meus bondosos irmãos essa comunicação escrita tem como fim principal oferecer-vos exemplos e ensinamentos que sirvam para uma nova orientação em vosso modo de agir e pensar. Digo bem: agir e pensar, pois quantos de vós ainda viveis pensando em coisas por tal forma inferiores que vós próprios tendes vergonha de confessar!

Lembrai-vos de que esses pensamentos são percebidos por uma grande quantidade de entidades, pertencentes às mais variadas gradações espirituais deste plano astral do planeta Terra. Esse pensamentos são, portanto, o atrativo de seres que muitas vezes passam a vos seguir e pertubar-vos em vossa vida diária.

Assim é que, portanto, deveis não só tomar cuidado com as palavras que proferis, mas também deveis estar em guarda para com vossos pensamentos.

A rapidez com que tantas vezes sois atendidos nos vossos apelos aflitos dirigidos a nós é a melhor prova de que os vossos pensamentos são percebidos instantaneamente a grandes distâncias; portanto não julgueis que estais livres de culpa ou falta, quando vossos pensamentos maus são seguidos pelos atos correspondentes.

Meus caríssimos irmãos: muito de propósito nesta minha primeira mensagem abordei a natureza de vossos pensamentos, para que os olhos de vós todos mais avulte a gravidade dos maus atos.Habituai-vos a pensar cristamente, e o resto será fácil. Varrei de vosso cérebro todas as ideias de tristeza, desânimo, vingança, ódio, malquerença, para substituí-las pelas de : Alegria, que significa, confiança no Pai; Tolerância e Amor, que significam a compreensão do grande mandamento, o primeiro da lei divina que é: Amai-vos uns aos outros; Paciência, que é a expressão máxima do acatamento à verdadeira Justiça do Senhor, que procura elevar até Ele, igualmente,a todos, pois todos são filhos de Deus e todos, um dia, chegarão até Ele purificados de todas as suas faltas.

Eurípedes 18.6.43 18horas
Extraído do livro Mensagens de Além Túmulo de Eurípedes Barsanulfo

quarta-feira, 12 de julho de 2017

A formação do ser ainda em fase infantil - Os primeiros educadores são os pais. A primeira escola é o lar.



No mundo pós-moderno em que estamos vivendo, o automatismo, o escapismo, o imediatismo e o consumismo devoram cada vez mais o que há de belo no interior da grande maioria de jovens, crianças e muitos adultos. Deixa-se escapar pelos “dedos” a simplicidade de uma vida que sempre pode ser prazerosa e eficaz para todos nós.

Deveríamos parar por uns momentos na “Lufa-Lufa”[1] e amparar, com carinho, os pensamentos do nosso íntimo, os desejos benéficos de nossa mente que anseia por liberdade e paz. Quanto tempo mais demoraremos nesta luta ineficaz e sem compromisso com a verdade que está dentro de cada um? Já paramos para pensar o que estamos fazendo com os espíritos recém-chegados ao planeta pelo processo reencarnatório, ávidos por um aprendizado que os ajude a se transformarem em criaturas melhores, modificando suas inclinações?

Ainda existem no planeta aqueles que se debatem na fome, na pobreza, na extrema miséria e no esquecimento de todos os governos das grandes potências. Em contradição existem aqueles que reencarnam em lares onde as condições financeiras são estáveis, mas que são trocados por eventos sociais, tablets, computadores modernos, games e outras coisas, e são presenteados pelos mesmos “brinquedos”, sem limites para o uso desde a mais tenra idade. São colocados (sem poder opinar) na companhia das secretárias eletrônicas ou de secretárias humanas, ao contrário daquilo que realmente gostariam.

Os apelos midiáticos do sistema capitalista, que prioriza lucros e mais lucros, são extensos e apelativos, em uma grande demanda cotidiana onde quer que estejamos. O que estamos fazendo como pais e espíritas?

A tarefa de educar é diária e intransferível; não se pode terceirizá-la. Os primeiros educadores são os pais. A primeira escola é o lar. A percepção da lei de causa e efeito poderá ter seus resultados nesta existência. Os males sociais e políticos que vivenciamos são, muitas vezes, oriundos do descaso de pais que trocaram seus filhos pelo consumismo, pelo descaso, pela impotência diante da vaidade humana, e pelo imediatismo do ego. O mundo regenerado será construído mediante as transformações éticas e morais de nós mesmos, os terráqueos, que construímos a história deste planeta, de século a século. O compromisso de aparar arestas, de exemplificar, de nortear, de semear a vida dos espíritos reencarnantes é tarefa a ser cumprida pelos pais, no hoje e no agora. O mundo melhor que tanto esperamos acontecer será fruto do trabalho das sociedades contemporâneas.

 Muitos dizem que educar não é tarefa fácil, mas a maioria se esquece de que para tal tarefa basta a simplicidade no viver. A descomplicação nas conversações e na maneira de agir é um ótimo começo.

Podemos dar um exemplo em mil; imagine uma pipa feita pelo pai para o filho, o velho e bom velocípede para a filha, o passeio no campo ou na praça saboreando o gostoso bolo de cenoura feito pela mãe, com o suco de laranja espremido em casa. São situações suficientes para o fortalecimento dos laços de família e a construção de valores como: união, alegria, aceitação, paz, entre outros. As pequenas atitudes podem traduzir, ao longo da jornada terrena da família, as lições de Jesus, que exemplificou a simplicidade e fraternidade.

Pais. Prestem atenção aos seus filhos, importem-se com eles. O fruto do trabalho nunca será em vão.

Que possamos ajudar nossos “pequenos” a construir, dentro deles, os alicerces positivos do hoje e do amanhã. Que eles possam ser a “terra boa” (Parábola do Semeador) para a semente fértil que germinará em futuro breve. Que possamos resgatar o jeito simples de viver, realçando a cada passo o que de bom reside em cada um daqueles que, no momento, são nossos filhos.

1. ROHDEN, Huberto. A Grande Libertação. p. 23. 2011.
Segundo Rohden é a caça incessante à matéria morta e à matéria física realizada por aqueles que se acomodam no estado de ignorância, em detrimento da busca do sentido da vida do espírito na Terra.

Luciene Guisone
guisonelu@gmail.com
01/07/2017 

Fonte https://www.oclarim.org/oclarim/materias/5339/jornal/2017/Julho/a-formacao-do-ser-ainda-em-fase-infantil.html

domingo, 23 de abril de 2017

Maternidade

A Natureza deu à mãe o amor a seus filhos no interesse da conservação deles. No animal, porém, esse amor se limita às necessidades materiais [...]. No homem, persiste pela vida inteira e comporta um devotamento e uma abnegação que são virtudes. Sobrevive mesmo à morte e acompanha o filho até no além-túmulo.(O Livro dos Espíritos,questão 890.)
 
 A Doutrina Espírita nos ensina que assim como temos as famílias constituídas
pelos laços materiais, temos, também, as constituídas pelos laços espirituais. Estes
laços espirituais são mais sólidos e duráveis do que os primeiros, visto que não estão
sujeitos às instabilidades da matéria. Destaca, todavia, que a família espiritual se
forma e se consolida com a prática da Lei de Amor no convívio da família corporal.
 
A Lei de Amor, que a tudo preside, deve, pois, estar presente em todos os atos,
sentimentos e pensamentos do ser humano. Deve presidir o ato que permite ao
Espírito retornar às experiências materiais pela reencarnação, especialmente o rela-
cionamento com a mãe que com ele convive, na intimidade, durante a gestação, na
formação inicial do seu corpo.
 
Pesquisas sobre o comportamento do ser humano vêm demonstrando que a
causa predominante de desequilíbro se situa na fase de gestação e nascimento do
ser. A rejeição que muitos sentem, desde a simples dúvida dos pais quanto ao seu
nascimento até a rejeição ostensiva e odiosa, leva esses seres a uma grave instabili-
dade comportamental, quer na área da integração social, quer na da própria acei-
tação pessoal. Em sentido oposto, os aceitos no lar, com real e manifesto amor dos
pais, demonstram melhores condições morais e psicológicas para vencerem os na-
turais desafios da existência.
Observa-se, desse modo, a importância da paternidade e da maternidade ligadas
à prática da Lei de Amor. Quando os pais e mães aceitam o filho, desde a concepção,
com sincero sentimento de amor, amparando-o em suas necessidade de aprendiza-
do e evolução, constroem as bases de um mundo de paz, uma vez que a primeira
lição por ele vivida será a da fraternidade, do amor ao próximo, que lhe servirá de
modelo para toda a existência. Neste sentido, ensina-nos Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXII, item 3):
 
“Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá-los, a cuidar deles e a fazê-los progredir.”
 
Edital da revista  reformador maio 2006 - 12/5/2006



segunda-feira, 6 de março de 2017

O menino de rua


 

Cansado de ficar dentro de casa, Celso saiu para o jardim. Gostava de ficar no portão vendo a rua, o movimento dos carros e as pessoas que passavam.
Nisso, Celso viu, do outro lado da rua, um garoto de expressão tristonha, sentado no meio-fio. Ele estava sujo, malvestido e descalço. Celso sentiu pena do menino, que teria mais ou menos a sua idade: oito anos.
Abriu o portão, atravessou a rua e foi até onde ele estava. Aproximando-se, perguntou:
— Olá! Posso sentar-me aqui com você?
O garoto levantou a cabeça para ver quem estava falando e estranhou ver um menino do seu tamanho. Ergueu os ombros, como se dissesse: Sente-se. A rua é pública!
Celso sentou-se e começou a conversar:
 
— Por que está tão triste?  
— Por que quer saber? — respondeu o desconhecido com outra pergunta.
E Celso estendeu o braço e apontou com o dedo:
— Está vendo aquela casa ali? É onde moro. Estava olhando a rua e vi você tão triste que não pude deixar de vir aqui. O que aconteceu?
O garoto respirou fundo e contou:
— É uma longa história. Minha mãe morreu e meu pai me abandonou. Desesperado, ele saiu pelo mundo e não sei onde está. Fui mandado para a casa de uma tia, mas passei tanta fome, sofri tantos maus-tratos, que não aguentei mais e fugi. Agora, não tenho para onde ir e fico na rua. Quando tenho fome, peço em alguma casa. Para dormir, escondo-me em algum canto, embaixo de alguma ponte ou alguma casa abandonada.
Celso estava penalizado. Nunca pensou que existissem crianças como ele sofrendo tanto!
— Não saia daí. Vou até minha casa e volto já! — disse ao garoto.
Ele fez um sanduíche, pegou um copo de leite com café e retornou para junto do menino, entregando-lhe.
Os olhos do garoto brilharam ao ver o lanche. Devorou tudo e depois agradeceu:
— Obrigado. Estava mesmo com fome! Mas, nem sei como se chama!
— Celso. E você? — e estendeu a mão ao outro, que a apertou.
— Meu nome é Luisinho! Você é legal, Celso!
Os dois puseram-se a conversar. Após algum tempo, estavam tão amigos que Celso desejava poder ajudar Luisinho. Então, pediu que ele esperasse e retornou para sua casa.
Celso tinha visto seu pai entrar em casa, após o trabalho. Então, chegando-se a ele, pediu:
— Papai, gostaria que conhecesse um amigo meu. Venha comigo!
O pai, mesmo cansado, concordou e acompanhou o filho. Então, Celso mostrou-lhe:
— Veja, papai! Aquele garoto ali, do outro lado da rua, precisa de ajuda!
O pai olhou o garoto sentado no meio-fio e reagiu, surpreendido:
— Mas, meu filho! Ele é um menino de rua!...
Celso, com os olhos úmidos, virou-se para o pai, considerando:
— Papai, outro dia mesmo o senhor falava de Jesus, e disse que devemos amar a todas as pessoas, porque são nossas irmãs, lembra-se?
— Você tem razão, filho. Porém, não sabemos quem é esse menino! Ele pode ter maus hábitos, pode até estar acostumado a roubar!... Como confiar em alguém que não se conhece? — respondeu o pai, abalado pelo argumento do filho.
O garoto pensou um pouco, depois voltou a ponderar:
— Papai, mas se os bons não amparam os maus, como podemos exercitar a fraternidade?
O pai, vencido pelo novo argumento do filho, emocionado pela sua grandeza de alma, abraçou-o e concordou:
— Tem razão, meu filho. Se nos consideramos cristãos, temos que agir como Jesus nos ensinou.
Atravessaram a rua e o pai de Celso conversou um pouco com Luisinho, depois o convidou:
— Luís, queremos que venha para nossa casa.
— Senhor, eu agradeço sua bondade. Mas não me conhece, nem sabe quem eu sou! — respondeu o menino, sem poder acreditar no que estava ouvindo.
Diante daquelas palavras, o pai de Celso respondeu comovido:
— Não preciso conhecê-lo para saber que é um bom menino. Ficará conosco pelo tempo que quiser. Irá à escola com Celso e terá a vida de todo garoto da sua idade. Se algum dia, você tiver notícias de seu pai e quiser ficar com ele, terá toda liberdade. Farei o que puder para ajudá-los. 
Atravessaram a rua e, antes de entrar pelo portão, feliz, mas ainda indeciso, Luisinho quis saber:
— Senhor, e a mãe de Celso? Ela vai concordar?
— Tenho certeza que sim. Não se preocupe.
Entraram em casa e o pai explicou a situação à sua esposa. Ao ver o novo hóspede, ela sorriu, abraçando-o. Depois, pediu que Celso pegasse algumas roupas para Luís poder tomar banho, enquanto ela terminava de preparar o jantar.
Limpo, bem vestido e calçando tênis novos, meia-hora depois Luisinho apareceu com Celso na sala, onde a refeição seria servida. Todos estavam contentes. O pai disse ao novo morador:
— Em nome de Jesus, seja bem-vindo à nossa casa!
MEIMEI
(Recebida por Célia Xavier de Camargo, Rolândia-PR, em 19/03/2012.)
 

domingo, 12 de fevereiro de 2017

A LIÇÃO DA MANGUEIRA




A natureza com sua simplicidade nos ensina que a melhor maneira de agradecer à Deus por tudo que Ele nos dá é fazendo o nosso melhor sem reclamar... 

É através do trabalho que desensolvemos nossa inteligencia, nosso amor e a nossa força. 

Através do trabalho aprendemos a servir a nos mesmos e ao próximo. Aprendemos a nos valorizar, pois vamos percebemos que sabemos fazer algo! Que produzimos...E isso é muito gostoso. 

O trabalho é lei do universo, todos trabalham, Deus trabalha, Ele não deixa criar... 



Veja o exemplo da mangueira. Que fique a lição gravada em nossa mente e em nosso coração.

Boa leitura

Elaine Saes


A LIÇÃO DA MANGUEIRA

Cobre-se ela de frutos que oferta, com generosidade, a todas as mãos que se lhe estendem.
Após breve período de refazimento, desfaz-se de todas as folhas antigas, surgindo, ao Sol, em nova e colorida roupagem.
Em seguida, sem nenhuma interrupção no processo, floresce de maneira prodigiosa, atraindo a presença de abelhas.
Na sequência, as flores cedem lugar a novos frutos que começam, a crescer.
Sopra o vendaval e cai a tempestade; todavia, agasalhando os frutos remanescentes, ela resiste com bravura e se mantem de pé.
O seu ciclo produtivo, de maneira incansável, haverá de se repetir ano a ano, somente a se interromper sob a ação externa que venha a decepar o bravo tronco.

Que a lição da mangueira nos sirva de exemplo à perseverança e ao dever de servir no bem de todos, sem jamais reclamarmos por férias ou nos queixarmos de exaustão.
Carlos A Baccelli – Irmão José – Livro: Amai-vos uns aos outros

domingo, 29 de janeiro de 2017

O palavrão


 

Dois irmãos estavam brincando no quintal, quando se desentenderam. Caio, de três anos, achava que somente ele poderia aproveitar e andar de bicicleta. Felipe, de nove anos, queria brincar também, porém o irmãozinho não deixava. Perdendo a paciência, Felipe gritou:

— Você é... é... Não dá pra brincar com você! É incompreensivo mesmo!... Chega! Não vou mais brincar com você!...

Caio, que não entendera aquela palavra, começou a chorar, gritando para a mãe, que estava na cozinha:
 
— Mamãe!... Mamãe!... O Felipe está me xingando!... 

E Caio chorava tanto que a mãe saiu da cozinha, correndo para o quintal onde eles estavam. Querendo saber o que tinha acontecido perguntou a Felipe, que achara graça de o irmão pensar que ele dissera um palavrão, deu uma gargalhada, virando-se para a mãe:

— Mãe, não aconteceu nada! Caio acha que eu disse um palavrão! — E caiu novamente na risada.

— E não disse? — indagou a mãe, surpresa.
 
— Claro que não!... Eu disse que o Caio é incompreensivo! Ele não entendeu e não gostou! 

 Por isso está chorando.

A mãe conteve o riso para não deixar o caçula mais nervoso ainda, depois explicou pegando-o no colo:

— Caio, querido, o que seu irmão lhe disse não é um palavrão. É uma palavra grande, porém quer dizer que você não entendeu o que ele explicou. Só isso!

— Não!... — gritou o pequeno, irritado — Eu entendi sim! Ele queria me xingar!... Também não brinco mais com ele! 

Felipe aproximou-se do irmão, abraçou-o e tentou conversar com Caio, que escondeu o rosto no colo da mãe, para não ver o irmão. 
 
Então, Felipe se afastou indo cuidar de seus deveres escolares. Algum tempo depois, fechado no quarto, ele fazia suas tarefas quando alguém bateu na porta. Ele foi abrir e viu o pequeno Caio que queria entrar. 

— O que deseja Caio? Não vou brincar. Estou fazendo deveres da escola. 

— Ah! O que é isso? — indagou o pequeno.
 
— Tenho tarefas para fazer, e se não fizer, terei notas ruins.

— Por quê?

— Porque a professora vai achar que eu não sei fazer tarefas e me dará nota baixa. Só isso!

— Ah!... Se é só isso, quer dizer que você pode brincar comigo e...

Felipe olhou para Caio, que parecia arrependido de ter brigado com ele, e disse:

— Caio, agora não posso. Vá brincar com seu cãozinho, com seus brinquedos, com seus amiguinhos. Eu não posso brincar agora!...

O pequeno baixou a cabeça, triste, quase chorando. Felipe, vendo o estado dele, sentiu pena e, abaixando-se, consolou o irmãozinho:

— Caio, meu irmão, não estou bravo com você. Apenas
tenho coisas mais importantes para fazer e não posso brincar agora. Entendeu?  
 
O pequeno balançou a cabeça mostrando que entendera e saiu do quarto muito triste. A mãe, que limpava a sala, vendo Caio chateado, indagou o que tinha acontecido, ao que o pequeno respondeu:

— É que Felipe não pode brincar comigo. Você pode brincar, mamãe?

A mãe pegou-o no colo, e explicou que ela não podia brincar agora porque estava muito ocupada com as tarefas de casa, mas que assim que terminasse brincaria com ele. 

— Ninguém pode brincar comigo!... — reclamou Caio olhando para o chão.
     
A mãe, com pena dele, olhou em torno e convidou-o para ajudá-la no serviço de limpeza, afirmando que depois ela brincaria com ele:

— Se você me ajudar, logo terminaremos! 

Caio aceitou e, muito sério, pegou uma vassoura e pôs-se a varrer o chão. Nisso, seu cãozinho entrou na sala e latiu, puxando-lhe a barra das calças, mas o garotinho olhou sério para o cachorrinho dizendo:

— Totó, eu não posso brincar agora! Estou ocupado com trabalho muito importante! Quando acabar, vou brincar com você.   
  
E, com carinha séria, sentindo-se valorizado, tomou da vassoura e pôs-se a varrer dizendo:

 — Eu também tenho tarefas, não é, mamãe?

— Claro, meu filho! Você é pequeno, mas varre muito bem. Parabéns!... Logo poderá fazer outras tarefas mais importantes. Viu como você está crescendo?!

E de vassoura na mão, Caio sentia-se muito melhor e valorizado. Quando o pai chegou do trabalho, viu o seu filho caçula varrendo a entrada da casa e o convidou:

— Caio, quer brincar um pouco com o papai?

Muito sério, ele levantou a cabeça, olhou firme para o pai e respondeu:

— Papai, agora eu não posso. Estou trabalhando. Quando acabar meu serviço, aí nós poderemos brincar, está bem?  

MEIMEI 
(Recebida por Célia X. de Camargo, em 31/10/2016.)

 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O Encontro Inesperado

 
No tempo em que Jesus andava pelo mundo, um homem desejava muito seguir o profeta que diziam ser aquele que viera para salvar os judeus do jugo dos romanos, seus conquistadores e tiranos. 
 
Assim, quando Josué ouvia que o Rabi estava em algum lugar ali perto, corria a encontrá-lo com a esperança de vê-lo. Mas ao chegar tinha a informação de que o Profeta ali já não estava. E desse modo prosseguia Josué sem conseguir encontrá-Lo.
 
Certo dia, desanimado, sentou-se pensativo, num tronco à sombra de uma árvore. Por que razão só ele não conseguia ver o Profeta, encontrar-se com Ele? Sentia falta de amor, desejava que seu coração se enchesse de afeto; no entanto, ele mesmo não amava ninguém. E Josué prosseguia falando consigo mesmo: “Nunca tive o amor de uma família. Desde pequeno fui criado por uma bondosa mulher que me acolheu em seu lar após a morte de meus pais. Cresci sentindo um grande vazio no coração. E, por isso, queria ver o Rabi, pois me disseram que todas as dores, todas as angústias, encontravam nele o remédio perfeito”.
 
Nesse momento, deixando que lágrimas amargas brotassem de seus olhos, viu chegar um homem. Sua presença o encantou. Era alto; deveria ter caminhado bastante, pois suas sandálias estavam sujas do pó das estradas; vestia-se simplesmente com uma túnica clara e seus gestos eram delicados; os cabelos, repartidos à nazarena, caíam sobre seus ombros e em seu belo semblante havia uma terna tristeza. 
 
Ao fitar aqueles olhos, Josué sentiu-se atraído pelo desconhecido, cuja presença o enchia de paz. Sem conseguir falar, Josué fez um gesto para que ele se sentasse a seu lado. O homem acomodou-se, depois perguntou:
 
— Por que está aqui, Josué?
 
Aquela voz mexeu com Josué, como se acalmasse seu íntimo.
 
— Procuro o Profeta, senhor — respondeu ele, encantado com aquela presença. 
 
— E por que está a procurá-lo? — voltou a indagar o desconhecido.
 
Josué respirou fundo e respondeu, como se nada pudesse ser oculto, contando-lhe como fora sua vida, a falta de amor, a esperança de encontrar alguém que o amasse.
 
O desconhecido fitou-o longamente, depois considerou:
 
— Josué, a esperança não é uma palavra vazia e nem representa falta de atividade. É trabalho interior constante e que exige um objetivo claro e contínuo para atingir a meta que buscamos. 
 
— Eu sei, meu Senhor, e creio que tenho tido a paciência necessária para atingir o que desejo. 
 
Ouvindo essas palavras, o desconhecido tornou:
 
— Mas paciência, Josué, representa firmeza pacífica em conseguir o que almejamos. Assim, se você quer realmente alcançar seus objetivos, trabalhe incansavelmente mantendo a luz do amor acima de tudo o mais; devote-se ao próximo e será abençoado. 
 
— Senhor, no entanto, preciso de amor; sinto falta do carinho de uma família, de amigos... 
 
E o desconhecido prosseguiu, com entonação de voz inesquecível:
 
— E o que tem feito até agora para conseguir esse amor?
 
— Tenho percorrido as estradas a ver se encontro alguém que possa me amar.
 
Então, o celeste desconhecido lhe respondeu:
— Enquanto não aprender a doar amor, nada receberá de retorno. É da Lei Divina. Doe-se aos necessitados do caminho e conseguirá o que deseja. Aprende com a água cristalina que jorra e dessedenta os viajores, sem jamais cobrar por sua generosidade. A sombra da noite é vencida pelo dia que traz a Luz. 
 
Assim também devemos agir. Aproveita todos os momentos como bênçãos enviadas por Deus para o progresso das criaturas. 
 
— Sim, Senhor. Farei como diz. Mas, quem é você, que fala com sabedoria e cuja voz produz grande bem-estar e desejo de segui-lo sempre, não o deixando jamais? 
 
O desconhecido ergueu-se e, antes de se afastar, murmurou:
 
— Eu sou Jesus!...
 
Ouvindo-lhe o nome, Josué ficou parado, sem conseguir mover-se. Quando se deu conta de que estava perdendo a oportunidade da sua vida, ele correu para alcançar o Mestre, mas não O encontrou mais.
Então, refletindo em tudo que ouvira da boca de Jesus, Josué entendeu que precisava modificar-se, tornando-se alguém digno de seguir ao encontro do Profeta de Nazaré.
 
A partir desse dia, por onde passasse, Josué aproveitava para trabalhar com amor, sem perder oportunidade de falar com as pessoas, ajudá-las e socorrê-las, certo de que era isso que o tornaria digno de, algum dia, ser um seguidor de Jesus de Nazaré. 
 
MEIMEI
(Mensagem recebida por Célia X. de Camargo, em 20/10/2014.)

sábado, 22 de outubro de 2016

ANTES DE SERVIR (Lei do Trabalho)





“Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir.” – Jesus (Mt, 20:28)

Em companhia do espírito de serviço, estaremos sempre bem guardados. A Criação inteira nos reafirma esta verdade com clareza absoluta.

Dos reinos inferiores às mais altas esferas, todas as coisas servem a seu tempo.

A Lei do trabalho, com a divisão e a especialização nas tarefas, prepondera nos mais humildes elementos, nos variados setores da Natureza.

Essa árvore curará enfermidades, aquela outra produzirá frutos. Há pedras que contribuem na construção do lar; outras existem calçando  os caminhos.

O Pai forneceu ao filho homem a casa planetária, onde cada objeto se encontra em lugar próprio, aguardando somente o esforço digno e a palavra de ordem, para ensinar à criatura a arte de servir. Se lhe foi doado a pólvora destinada à libertação da energia e se a pólvora permanece utilizada por instrumentos de morte aos semelhantes, isto corre por conta do usufrutuário da moradia terrestre, porque o Supremo Senhor em tudo sugere a prática do bem, objetivando a elevação  e o enriquecimento de todos os valores do Patrimônio Universal.

Não olvidemos que Jesus passou entre nós, trabalhando. Examinando a natureza de sua cooperação sacrificial e aprendamos com o Mestre a felicidade de servir santamente.

Podes começar hoje mesmo. 

Uma enxada ou uma caçarola constituem excelentes pontos de início. Se te encontras enfermo, de mãos inabilitadas para a colaboração direta, podes principiar mesmo assim, servindo na edificação moral de teus irmãos.

Emmanuel

Pão Nosso – lição 4 -  psicografia de Francisco Cândico Xavier (Chico Xavier)

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